Cientistas de seis países estabeleceram os padrões das pequenas variações de DNA que distinguem as pessoas umas das outras, o que irá acelerar a procura dos genes promotores de doenças comuns como a diabetes.
Os cientistas querem detectar genes relacionados com doenças como meio de diagnóstico, previsão e desenvolvimento de tratamentos.
O novo "HapMap" (do termo haplotipo usado na genética, que significa um grupo de variantes associadas) abre caminho ao lançamento da busca generalizada desses genes no DNA (ácido desoxirribonucleico), explicou Altshuler, que faz investigação no Broad Institute.
Não se sabe ainda quantos genes serão encontrados, nem qual a utilidade que terão, adiantou o investigador, acrescentando que este trabalho só produzirá novos tratamentos dentro de cinco a dez anos, ou mais.
O DNA humano consiste em mais de três milhões de blocos de construção cujas sequências formam genes, como as letras formam palavras. Para duas pessoas não relacionadas, essas letras são 99,9 por cento iguais. Mas isso permite a existência de milhões de diferenças de uma só letra, chamadas SNP (ou "snips") que explicam a variação genética entre as pessoas.
Não é ainda claro como é que o projecto contribuirá para a saúde humana, escrevem David Goldstein e Gianpiero Cavalleri, da Universidade de Duke, num editorial na Nature. Mas ajudará muito os cientistas a encontrar variantes genéticas que prevejam a resposta de um paciente a determinados tratamentos, que poderá um dia ser usada para guiar o tratamento dos pacientes, concluem.


