sábado, 15 de março de 2008

Música no hospital para esquecer dor

Os instrumentos clínicos dão lugar aos musicais duas vezes por semana no Hospital Garcia de Orta, Almada, onde crianças internadas, pais e profissionais de saúde fazem parte de uma «orquestra» que toca melodias para fazer esquecer a dor.

Desde há dois anos que as manhãs de segunda e quinta-feira se tornaram mais alegres no estabelecimento hospitalar graças ao «Música nos Hospitais», um projecto com músicos profissionais que pretende humanizar os cuidados de saúde nos hospitais e instituições de idosos.

À hora marcada, Ana Paula Góis e Diana Matos chegam ao hospital. Cuidadosamente, começam a encher um carrinho com vários instrumentos musicais coloridos, alguns deles feitos pelos músicos com cascas de nozes e outros materiais, caixinhas de música e espanta-espíritos que vão ser partilhados com os doentes, familiares e profissionais.

De seguida, vestem uma bata e percorrem todas as camas dos serviços de pediatria e obstetrícia do hospital. A primeira paragem é na Unidade de Cuidados Intensivos pediátrica, onde Gonçalo, oito anos, esperava ansioso pelas músicas.

Mal ouve as vozes de Ana Paula e Diana, Gonçalo rasga um sorriso porque já sabe que vai viver um momento mágico proporcionado por uma música melodiosa que, por momentos, o faz esquecer que está no hospital.

Na cama ao lado, Margarida, dois anos, acompanha todos os gestos das instrumentistas e escuta atentamente as canções à espera de poder interagir com as instrumentistas.

A pouco e pouco, as crianças, as mães e enfermeiras entraram no ritmo, acompanhando-o com vários instrumentos e objectos que imitam sons de animais, que transformaram a enfermaria num espaço muito alegre e familiar.
Sónia Francisco, mãe da Margarida, emocionou-se ao ver a filha a reagir à música, agitando os «shakers» ao sabor do ritmo.
«Fico muito feliz, é sinal que está a melhorar», diz Sónia, que desconhecia o projecto, mas desde logo reconheceu a sua importância para quem está internado.

«Já não basta o que elas passam aqui, pelo menos que tenham algum momento de alegria e pensarem que não estão dentro do hospital», sublinha.

Para Dulce Guerreiro, enfermeira da Unidade de Cuidados Intensivos pediátrica, a música tem um efeito «bastante tranquilizador» para as crianças, mas também para os profissionais de saúde.

«Para nós também é uma música diferente, não são os alarmes dos monitores, nem da medicação. É um alívio, um retirar do stress e da situação que se vive na sala», sustenta.

Clara Rocha, enfermeira do serviço de Neonatologia, considera que esta iniciativa «faz todo o sentido», porque «alivia a dor» e faz com que as crianças tenham menos medo dos hospitais.

Este texto da-nos a conhecer uma iniciativa extremamente importante para não se criar nas crianças o medo pelos hospitais que lhes são tão úteis e onde têm que passar tanto tempo. É uma iniciativa inovadora para proporcionar um estado de tranquilidade e possibilitar a todos um melhor tratamento.

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Descoberto gene que condiciona leucemia

Investigadores do Instituto Catalão de Oncologia (Espanha) identificaram pela primeira vez um gene que condiciona a resposta dos doentes de leucemia ao transplante de medula óssea.

Cientistas espanhóis do Laboratório de Investigação Translacional analisaram 536 transplantes de medula procedentes de doadores compatíveis (irmãos dos doentes) em 19 hospitais daquele país e afirmam, no estudo publicado na revista médica Blood, que a sobrevivência do transplantado varia notavelmente com a variedade do gene do doador.

O tratamento da leucemia aguda e de outros cancros hematológicos é altamente complexo e prolongado e baseia-se em quimioterapia e na realização de um transplante de células-mãe, que podem ser do próprio paciente ou de um doador compatível, geralmente um irmão do paciente.

No entanto, a resposta aos transplantes é variável, sendo que em metade dos casos aparecem complicações cuja origem se desconhece.

O trabalho desenvolvido pelos investigadores apresenta um mecanismo relacionado com o gene CTLA-4, que poderá explicar as diferenças existentes na aparição das complicações.

Através deste mecanismo, os investigadores pensam que seja possível prever as «possíveis complicações e aplicar tratamentos adaptados às particularidades de cada paciente».

Os investigadores descobriram que dependendo da variedade que o gene do doador tem, a sobrevivência dos doentes de leucemia que receberam um transplante oscila entre 56 e 70 por cento.

De acordo com os especialistas, caso se confirmem estes resultados, «deverá analisar-se o gene CTLA-4 do doador antes de levar a cabo o transplante».

Os cientistas descobriram que os pacientes que recebem células procedentes de doadores com o polimorfismo «CT60 AG» ou «CT60 GG» têm uma maior probabilidade de sofrer recaídas e consequentemente uma possibilidade de sobrevivência mais baixa (56,2 por cento após 5 anos), do que aqueles que recebem células com a variedade «CT60 AA» (sobrevivência de 69,8 por cento).

Os investigadores sugerem que as variantes «CT60 AG» e «CT60 GG» tornem o sistema imunitário mais tolerante, provocando, por um lado, uma menor reacção contra os tecidos do paciente e, por outro, um menor ataque às células malignas que não foram atingidas pela quimioterapia, pelo que os pacientes têm mais recaídas.

No caso de estes resultados se confirmarem em outros trabalhos de investigação, os especialistas aconselham que, nos casos em que um doente tenha mais de um doador compatível (irmão), se escolha aquele com o polimorfismo «CT60 AA».

Uma doença dramática ao nível da imunidade, como é a leucemia, pode ter solução com um transplante de medula óssea, mas uma incompatibilidade ou uma rejeicção pode ser o fim de tudo! Apela-se a que as pessoas aumentem o número de dadores em todo o mundo, porque sem qualquer consequência se consegue salvar vidas. Pensemos e ajudemos o outro porque no futuro pode ser qualquer um de nos a precisar de uma ajuda preciosa!

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sexta-feira, 14 de março de 2008

Cancro: tratamento revolucionário

Todo o processo de investigação na área do cancro é muito complicado, mas o objectivo final dos investigadores Valdemar Máximo e Jorge Lima, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), promete ser revolucionário: querem ir mais longe e apostam na descoberta de um tratamento mais eficaz do que a radioterapia e a quimioterapia e sem efeitos secundários.

A investigação centra-se no DNA das mitocôndrias, uma componente das células cujo função principal é produzir energia através do oxigénio, para além de terem um papel importante na morte das células (apoptose). Ora, sabe-se que o DNA mitocondrial é sujeito a muitas mutações durante a nossa vida, mas também pode ser herdado através da mãe.

Estes investigadores do Ipatimup estão precisamente a tentar verificar se estas mutações são importantes para o desenvolvimento das células malignas (ou tumorais). Isto porque as mutações fazem com que as mitocôndrias produzam menos energia e, ao mesmo tempo, diminuem a capacidade das células morrerem.

Acontece que as células malignas sobrevivem com níveis muito baixos de oxigénio (não têm vasos sanguíneos em quantidade suficiente para levar oxigénio) e produzem energia através de glicólise. Se a isto juntarmos o facto de não ocorrer morte celular significa que as células cancerígenas se multiplicam e acumulam-se no organismo.

A equipa de Valdemar Máximo e Jorge Lima pretende mostrar que as mutações mitocondriais criam estas condições favoráveis para o desenvolvimento das células tumorais. A partir daí querem conhecer todo o mecanismo através do qual tudo isto acontece para, depois sim, atacar o mecanismo.

Sendo que as células cancerígenas produzem energia através da glicólise, «podemos utilizar uma droga que iniba a glicólise», explicam. «Ao inibirmos a glicólise matamos apenas as células tumorais e não as outras (as sãs), como acontece, por exemplo, com a radioterapia e a quimioterapia», acrescentam.

Assim contado, parece tudo muito simples e lógico, mas Valdemar Máximo e Jorge Lima sabem que têm muitos anos de investigação pela frente. E até podem não ser os primeiros a conseguir chegar a esta «revolução» na área do tratamento do cancro, já que há outras equipas no mundo a estudar o DNA mitocondrial.

O stress provoca mutações mitocondriais

Para além das mutações nas mitocôndrias serem herdadas através da mãe, há outras mutações que vão acontecendo ao longo da nossa vida, algumas das quais ocorrem devido ao stress das células. E como é que isso acontece? Valdemar Máximo explica: «A gordura e o colesterol, por exemplo, fazem com que as células não recebam oxigénio nem nutrientes e fiquem stressadas».

Mas há outros factores que aumentam as alterações mitocondriais porque são oxidantes: (maus) hábitos alimentares, stress e poluição. E estes podem ser alterados.

A título de curiosidade, saiba que um dos frutos mais anti-oxidante é a romã e um dos legumes é a cenoura. Já agora, o vinho tinto também tem essas características.

Todo o nosso organismo é extramente complexo, tal como nos mostra o texto. Confiemos nos profissionais e esperemos que a investigação resulte e seja um tratamento de cura excepcional.

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Livro infantil: «O meu irmão tem cancro»

Um livro infantil que explica, numa «linguagem simples», o cancro aos irmãos das crianças com a doença é apresentado pela associação Acreditar, para assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro.

«É uma história simples, numa linguagem simples, que retrata uma família de pai, mãe e três irmãos, dos quais um fica com cancro. Ao longo da história vai-se explicando por que é que o irmão doente tem mais atenção da mãe, por que não quer brincar, o que são os diversos tratamentos e abordando todos os sentimentos que os irmãos têm ao viver esta situação», explicou a voluntária da Acreditar Elsa Terra da Mota.

De acordo com a voluntária, os irmãos têm «um papel muito importante», porque «acompanham e distraem inconscientemente» as crianças da doença, ao contrário dos adultos.

«Os irmãos tratam o tema com mais naturalidade, encaram a queda do cabelo de uma forma mais leve e têm um papel chave no seio da família ao entenderem o que se está a passar», explicou Elsa Terra da Mota.

De acordo com a Acreditar, todos os anos surgem em Portugal cerca de 300 novos casos de crianças com cancro. A Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que tem como objectivo principal que «as crianças com cancro tenham as mesmas oportunidades, não só de sobrevivência, mas também de conquistar a saúde psicológica e física e crescer tornando-se adultos de pleno direito».


Tal como nos diz o texto, o caracter socio-afectivo é extremamente importante pralém do caractér científico. Um apoio psicológico e afectivo por parte de familiares e amigos é essencial para que o doente tenha força interior para superar a doença sem se debilitar emocionalmente perante todo o cenário que terá de enfrentar. Faz-se um apelo para que os preconceitos que existem na nossa sociedade e para que todos os amigos e familiares de pessoas com todo o tipo de patologias os apoiem nos momentos difíceis.


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Descoberto vírus que elimina células tumorais

Cientistas norte-americanos descobriram um vírus que reproduz genes capazes de localizar e eliminar tumores cerebrais em ratinhos.

Um dos aspectos salientados pelos investigadores é que esses genes deixam virtualmente intactos os tecidos cerebrais saudáveis e centram o seu ataque nas células cancerosas.

O estudo, publicado no The Journal of Neusoscience, foi realizado durante seis anos por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale dirigida por Anthony van den Pol.

O trabalho centrou-se na actividade do vírus «vesicular stomatis», seleccionado pela sua capacidade de atacar tumores cerebrais deixando os tecidos saudáveis em grande parte intactos.

«Este estudo mostra que o vírus entra no cérebro e chega mesmo às células que se afastam do tumor principal», referiu Harald Sontheimer, oncologista da Universidade de Alabama em Birmingham, não envolvido no estudo.

«Assumindo que o vírus se comporta de forma semelhante nos humanos, isso poderá, no futuro, configurar uma forma inédita e altamente eficaz de tratar tumores resistentes», acrescentou.

Células tumorais de cancros cerebrais que se desenvolvem tanto em ratinhos como em humanos foram implantadas em ratinhos imunocomprometidos que depois receberam uma injecção de vírus na cauda.

Através de proteínas fluorescentes comuns a células tanto dos tumores como dos vírus nos cérebros de ratinhos vivos, os cientistas viram como o vírus infectou várias zonas do cérebro e se disseminou por todo um tumor em três dias, deixando à sua passagem um rasto de células tumorais mortas.

Os autores do estudo garantem que o vírus não atacou células normais dos ratinhos nem células cerebrais humanas não cancerosas transplantadas para o cérebro dos ratinhos.

O vírus também se mostrou eficaz na destruição de tecidos cancerosos que têm origem na mama ou nos pulmões, os dois tipos de cancro que mais se propagam ao cérebro.

Segundo os cientistas, futuras investigações deverão centrar-se na compreensão dos potenciais riscos de segurança, incluindo a possibilidade do vírus infectar células normais do cérebro, e na exploração de possíveis alterações do vírus que possam mitigar esse risco.

«Temos algumas ideias para fazer com que o vírus seja seguro no cérebro humano», disse van den Pol. «Isso é importante para impedir que eventualmente o vírus infecte células cerebrais normais depois de atacar o tumor cerebral».


Uma doença tão nefasta e que faz sofrer milhões de pessoas em todo o mundo poderá vir a ter uma solução brilhante para todos os pacientes com esta patologia. Esperemos que se concretize a investigação e que todo o processo de inserção na saúde mundial seja breve e com sucesso.


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quinta-feira, 13 de março de 2008

Portugueses desvendam gene defeituoso

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu um mecanismo que gera proteínas defeituosas numa doença genética comum em Portugal, a hemocromatose hereditária, e parece afectar ao mesmo tempo o sistema imune, noticia a agência Lusa.

No trabalho participaram investigadores de institutos ligados a universidades do Porto e de Lisboa.

A hemocromatose hereditária (HH) é uma desordem do metabolismo do ferro caracterizada pela deposição excessiva desse elemento nos tecidos, especialmente no fígado, e pode afectar duas a três pessoas em cada mil em Portugal, explicou a professora Maria de Sousa, co-autora do estudo.

Quando não diagnosticada e tratada, a doença pode dar origem a cirrose hepática, diabetes, impotência, problemas cardíacos e cancro do fígado.

«Nesta doença existe uma mutação num gene específico designado HFE que leva à produção constante de uma proteína com uma conformação imperfeita», precisou esta cientista do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto.

«A proteína fica como que «amarrotada» e é responsável pelo desencadear do mau funcionamento de diversos mecanismos celulares em doentes com hemocromatose», acrescentou.

«O nosso organismo tem formas de eliminar essas proteínas defeituosas, mas ao fazê-lo interfere numa molécula do sistema imune, essencial para a defesa do organismo a agressões externas», diz outro dos autores do estudo, Sérgio de Almeida, investigador no mesmo instituto da Universidade do Porto.

O estudo encontrou o «elo perdido» entre a resposta das células ao aparecimento dessas «proteínas imperfeitas» e o funcionamento do sistema imune.

Um óptimo exemplo para percebermos a coordenação e a interligação de todo o nosso organismo. Como um substracto pode interferir em todo um sistema. Deparamo-nos com a complexidade do ser humano.


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Cancro: «há mais riscos numa chávena de café»

O risco de cancro devido aos restos de pesticidas em alimentos, como frutas ou verduras, «é exagerado, pois há mais riscos de cancro numa chávena de café», mostra um estudo divulgado hoje pelo investigador Bruce Ames.
Ames, da Universidade norte-americana de Berkeley, expõe os resultados de um estudo efectuado em ratos que prova que, entre os factores causadores de cancro, uma pequena parte é devida a riscos ambientais e uma grande parte deve-se a má alimentação.
O cientista realça a necessidade de regular o limite máximo de fitossanitários nos alimentos mas defende que a sua ingestão comporta menos riscos cancerígenos do que o consumo de álcool. Adianta, inclusivamente, que «é pior deixar de comer verduras, o que afecta o sistema imunológico e causa doenças».
Ames explicou à imprensa que apenas um por cento dos casos de cancro resulta de factores ambientais - entre os quais a ingestão de pesticidas - enquanto que 30 por cento são derivados do consumo de tabaco e 35 por cento de dietas pobres em frutas e verduras e com um consumo exagerado de calorias.
Citando dados da União Europeia, as maiores «contribuições energéticas» dos consumidores europeus são as pizzas, o arroz, os bolos, as batatas fritas e os hambúrgueres, e não os vegetais. Em relação aos fitossanitários, o investigador afirmou que em três chávenas de café «há mais restos de resíduos cancerígenas» do que os fitossanitários que uma pessoa pode ingerir durante um ano comendo vegetais e fruta. Como exemplos, Ames apontou o risco 15 vezes superior de encontrar substâncias tóxicas num copo de vinho do que em 125 gramas de alface e esclareceu que, na cerveja, o risco seria nove vezes maior.
Segundo Ames, é um «falso mito» a ideia do dano extremo dos pesticidas químicos e frisou que as plantas muitas vezes produzem elementos tóxicos e cancerígenos naturais, pelo que «não é mais seguro ingerir alimentos ecológicos». A solução passaria, então, na opinião do especialista, por aumentar o consumo geral de frutas e verduras.
Por vezes descobrem-se coisas impensáveis para o senso comun. Contudo, é importante que a sociedade se consciencialize e tenha atenção nos seus hábitos diários.
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Mapa de variações de DNA pode ajudar a combater doenças

Cientistas de seis países estabeleceram os padrões das pequenas variações de DNA que distinguem as pessoas umas das outras, o que irá acelerar a procura dos genes promotores de doenças comuns como a diabetes.
O mapa representa "uma verdadeira mudança no modo como estudamos a genética das doenças", afirmou David Altshuler, o responsável do projecto, que inclui mais de 200 investigadores.

Os cientistas querem detectar genes relacionados com doenças como meio de diagnóstico, previsão e desenvolvimento de tratamentos.
Ao darem pistas sobre os suportes biológicos das doenças, esses genes poderão sugerir estratégias para o desenvolvimento de terapias.

O novo "HapMap" (do termo haplotipo usado na genética, que significa um grupo de variantes associadas) abre caminho ao lançamento da busca generalizada desses genes no DNA (ácido desoxirribonucleico), explicou Altshuler, que faz investigação no Broad Institute.

Não se sabe ainda quantos genes serão encontrados, nem qual a utilidade que terão, adiantou o investigador, acrescentando que este trabalho só produzirá novos tratamentos dentro de cinco a dez anos, ou mais.

O DNA humano consiste em mais de três milhões de blocos de construção cujas sequências formam genes, como as letras formam palavras. Para duas pessoas não relacionadas, essas letras são 99,9 por cento iguais. Mas isso permite a existência de milhões de diferenças de uma só letra, chamadas SNP (ou "snips") que explicam a variação genética entre as pessoas.
Por outro lado, permite aos cientistas usar grandes quantidades de SNP como marcadores para encontrar genes promotores de doenças ou determinar a resposta de uma pessoa a um determinado medicamento.

Não é ainda claro como é que o projecto contribuirá para a saúde humana, escrevem David Goldstein e Gianpiero Cavalleri, da Universidade de Duke, num editorial na Nature. Mas ajudará muito os cientistas a encontrar variantes genéticas que prevejam a resposta de um paciente a determinados tratamentos, que poderá um dia ser usada para guiar o tratamento dos pacientes, concluem.
São estas iniciativas que devemos louvar pelo seu carácter evolutivo ao nível científico e social e por proporcionarem a todos nós uma maior qualidade de vida.
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sábado, 15 de dezembro de 2007

Influência genética nas escolhas económicas



A conclusão é de um estudo de norte-americanos e suecos




Na hora de fazer compras ou negócios a genética influencia mais as opções do que a educação ou o ambiente. A nova descoberta é, no mínimo, revolucionária.


Todos os dias fazemos escolhas que mexem com a carteira, por exemplo, o que comprar no supermercado ou que transporte usar para ir para o trabalho.


Até agora, os cientistas pensavam que estas escolhas económicas tinham por base a educação, a experiência e o ambiente que nos rodeia.


No entanto, um estudo realizado por um grupo de norte americanos e suecos deita por terra essa teoria e conclui que afinal os genes têm o papel principal.


Por outras palavras, o que somos geneticamente decide em boa parte se somos poupados ou gastadores, se temos espírito empreendedor ou queda para a gestão de empresas.


Os cientistas compararam as escolhas feitas por gémeos verdadeiros que têm os mesmos genes com as opções dos chamados gémeos falsos, que são geneticamente diferentes. A conclusão é de que os gémeos verdadeiros usam com maior frequência estratégias idênticas.


O estudo diz mesmo que há uma influência genética de cerca de 40 por cento nas decisões económicas que fazemos todos os dias.


A nova teoria pode revolucionar o ensino da economia e da gestão.




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Cientistas portugueses distinguidos



Premiados por trabalhos sobre esclerose múltipla e multiplicação de células

A investigação científica nacional está a dar cartas na Europa. Ângelo Chora e Mónica Bettencourt são dois jovens cientistas portugueses que foram distinguidos a nível internacional. Um desenvolveu uma nova terapia sobre esclerose múltipla. O outro trabalhou na área da multiplicação das células.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica que ataca o sistema nervoso central. Não tem cura. Atinge cerca de dois milhões e meio de pessoas em todo o Mundo.

Os sintomas podem ser severos. Aparecem e desaparecem de forma imprevisível. É considerada um mal dos países desenvolvidos.

Ângelo Chora, de 33 anos, descobriu que o monóxido de carbono pode travar a doença. O jovem cientista cria, assim, uma nova esperança para o tratamento da esclerose múltipla. A descoberta valeu-lhe o prémio Citomed.

Mónica Bettencourt acaba de regressar da Alemanha. Tem 34 anos. Foi distinguida com o prémio Eppendorf, pelo trabalho que desenvolve na área da multiplicação das células.

Na opinião da investigadora é falso quando se diz que em Portugal não há condições para se fazer investigação científica. Depois de nove anos a estudar fora do país, Mónica Bettencourt trabalha agora no Instituto Gulbenkian Ciência.

A investigadora já desvendou alguns dos segredos do centrossoma, uma estrutura que ajuda a formar o esqueleto e a multiplicação das células, que muitas vezes está alterada no cancro.

As descobertas, que podem levar a novos métodos de combate ao cancro, mereceram publicação nas mais conceituadas revistas internacionais como a Nature, a Science e Current Biology.

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Base ibérica para colheita de órgãos

Portugal e Espanha querem criar acordo para facilitar colaboração entre os dois países



Portugal e Espanha vão estabelecer um acordo para facilitar a colheita e transplante de órgãos e tecidos. Só este ano, Portugal já enviou para o país vizinho 20 órgãos, principalmente pulmões.

Neste momento o que existe é uma colaboração informal. A ideia agora é criar uma espécie de base de dados comum para facilitar a troca de órgãos para transplante.

Segundo um despacho governamental divulgado a 19 de Novembro, oito hospitais portugueses foram autorizados a fazer a colheita em vida de órgãos para transplantes, o que estará sempre dependente de um parecer vinculativo e escrito de uma entidade independente.

A lei que abre a possibilidade de doação em vida de órgãos, tecidos ou células para fins terapêuticos ou de transplante a quem queira fazer a doação foi publicada em Junho.


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Infertilidade Feminina


Ser estéril significa que não existe possibilidade de engravidar devido à ausência da produção de células reprodutoras. A infertilidade não requer a ausência completa da capacidade de produção de células reprodutoras, ou seja existe a possibilidade de engravidar.
  • Infertilidade Primária: o casal nun­ca engravidou antes.
  • Infertilidade Secundária: o casal já teve uma gestação anterior.

O casal infértil é aquele que, com mais de um ano de relações sexuais desprotegidas (sem uso de método anti­concepcional) e frequentes não conse­guiu engravidar.



Confirmado este diagnóstico segue-se uma nova etapa, a procura de causas. A "procura do culpado?" Inicia-se assim uma longa caminhada de análises, testes, de modo a chegar a um diagnóstico final.

Os casais passam a viver na busca de um filho, o que acarreta ansiedade, frustração, podendo até culminar no desespero e até mesmo, eventualmente, num estado depressivo.

A inci­dência de infertilidade é directamente proporcional à idade da mulher, pelo aumento da probabilidade de formação de oócitos com número anormal de cromossomas.

Ausência de ovulação (anovulação). Nes­ses casos, geralmente o ciclo é irregu­lar, o stress acumulado ou disfunções hormonais podem estar na origem do problema. Promover a ovulação é outro dos objectivos do médico, embora nunca se possa dar a total certeza da gravidez imediata.

O útero e as trompas podem ser igualmente um dos motivos de infertilidade. Eventuais tumores nos ovários, bem como a obstrução das trompas são outra das causas de infertilidade.

O muco cervical, responsável pela sobrevivência dos espermatozóides, pode não estar nas melhores condições e provocar a morte destes. Após o tratamento, e tratando-se este de um problema de infecção, as probabilidades de engravidar são amplas.

Os períodos menstruais longos, irregulares e dolorosos podem revelar uma possível existência de tecido uterino na cavidade cervical. A isto se dá o nome de Endometriose que, após um tratamento de alguns meses e, caso a doença não seja muito extensa, pode ser perfeitamente corrigida.

A doença inflamatória pélvica (DIP) engloba o conjunto de doenças infla­matórias do trato genital feminino. Atinge a mulher jovem por volta dos 20 anos. E a complicação mais comum e mais séria da doença sexualmente transmis­sível, causando altos índices de gravi­dez ectópica (fora do útero), dor pélvi­ca crónica e infertilidade.



Os problemas de infertilidade estão aumentar no nosso país. Segundo as estatísticas, 15% dos casais portugueses têm problemas de infertilidade e cada vez aumenta mais o número dos que procuram ajuda nas consultas de Medicina de Reprodução. É na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, que os casais com problemas de infertilidade podem recorrer aos ciclos de fertilização.

Fundamental é investigar as causas que se baseiam em três elementos fundamentais: presença e qualidade dos óvulos, e tracto genital feminino permeável para que os gâmetas se reúnam.


E nunca desistir!!

Trabalhos este período
(Diafragma;Infertilidade Feminina)


Diafragma

Método não natural; método mecânico (barreira):

É uma membrana côncava que é colo­cada na vagina e encobre o colo do útero. É um dispositivo de borracha que tem um aro flexível e que, quando se coloca na vagina, impede que os espermatozóides alcancem o útero. A sua eficácia aumenta quando usado em simultâneo com um espermicida.



Os diafragmas têm diversos tamanhos.O ginecologis­ta mede, com anéis medidores, o tama­nho adequado para cada doente.

Os índices de falha podem ser tão bai­xos quanto 2% e podem ir até 23%. A falha típica por ano é em torno de 18%.


Cuidados com o uso do diafragma:

  • Não existem estudos quanto ao tempo ideal para colocar e retirar o dia­fragma.
  • Após a remoção, o diafragma deve ser lavado em água morna e sabão neutro, seco e guardado no es­tojo.
  • Pode ser pulverizado com pó de ami­do.
  • Não devem ser usa­dos talcos perfumados, nem vaselinaDeve ser medido novamente após um parto, aborto, cirurgia ginecológica, ou sempre que houver diferença no peso corporal.
  • Não deve ser inserido mais de 6 horas antes da relação.
  • Deve ser deixado no local no mínimo 6 horas após a relação, mas não mais do que 24 horas.
  • Não deve ser feita lavagem vaginal após a relação.

Vantagens:

  • Não atrapalha a relação sexual.
  • Protege o colo do útero contra eventuais lesões e infecções durante a relação sexual.
  • Oferece protecção contra algumas DST.
  • Ausência de efeitos indesejáveis relacionados com a administração de hormonas.

Desvantagens:

  • Requer atenção, especialmente em relação às condições de higiene.
  • Requer também alguma prática para que seja utilizado correctamente.
  • Não oferece protecção contra a maior parte das DST, inclusive a SIDA.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Autonomia da ciência hoje?


«As ideias de autonomia da ciência e do desinteresse do conhecimento científico, que durante muito tempo constituíram a ideologia espontânea dos cientistas, colapsaram perante o fenómeno global da industrialização da ciência a partir sobretudo das décadas de trinta e quarenta. Tanto nas sociedades capitalistas como nas sociedades socialistas de Estado do leste europeu, a industrialização da ciência acarretou o compromisso desta com os centros do poder económico, social e político, os quais passaram a ter um papel decisivo na definição das prioridades científicas.
A industrialização da ciência manifestou-se tanto ao nível das aplicações da ciência como ao nível da organização da investigação científica. Quanto às aplicações, as bombas de Hiroshima e Nagasaki foram um sinal trágico, a princípio visto como acidental e fortuito, mas hoje, perante a catástrofe ecológica e o perigo do holocausto nuclear, cada vez mais visto como manifestação de um modo de produção da ciência inclinado a transformar acidentes em ocorrências sistemáticas. "A ciência e a tecnologia têm vindo a revelar-se as duas faces de um processo histórico em que os interesses militares e os interesses económicos vão convergindo até quase à indistinção". No domínio da organização do trabalho científico, a industrialização da ciência produziu dois efeitos principais. Por um lado, a comunidade científica estratificou-se, as relações de poder entre cientistas tornaram-se mais autoritárias e desiguais e a esmagadora maioria dos cientistas foi submetida a um processo de proletarização no interior dos laboratórios e dos centros de investigação. Por outro lado, a investigação capital-intensiva (assente em instrumentos caros e raros) tornou impossível o livre acesso ao equipamento, o que contribuiu para o aprofundamento do fosso, em termos de desenvolvimento científico e tecnológico, entre os países centrais e os países periféricos.»


B. SOUSA SANTOS, Um Discurso sobre as Ciências, Porto, edições Afrontamento, 5ª edição, 1991, pp. 34-35

Problemas Morais

1.
É legitimo manipular formas de vida humana ainda que estas não tenham nascido?

2.
Deve realizar-se uma fecundação estritamente "artificial" quando a natureza não o permitiu?

3.
No caso de uma inseminação com esperma de um dador anónimo: o dador não tem nenhuma responsabilidade sobre o seu filho genético? Não tem o direito de reclamar os seus direitos de paternidade?

4.
Um filho não tem o direito de saber quem é o seu pai e herdar do seu progenitor?

5.
É legitimo que uma mulher leve dentro da sua barriga o filho de outras pessoas? Tem o direito que o ter quando o filho não é seu?

6.
Que pensar quando os embriões congelados são destruídos após a fecundação? Não se está a destruir um potencial ser humano? O que se deve fazer com os que ficam congelados?

7.
É legitimo fazer experiências com embriões humanos?





www.dcmsonline.org/jax-medicine/may2000/ageinf.htm
INJECÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDE (ICSI)





A fertilização por microinjecção (como é o caso da ICSI) constituiu uma revolução nos últimos anos e, finalmente, ofereceu um tratamento viável mesmo para os casos mais difíceis de infertilidade masculina (como por exemplo: baixa quantidade de espermatozóides, baixa mobilidade ou morfologia anormal), evitando assim a inseminação por doador ou adopção.

A ICSI usa os mais poderosos microscópios e "micromanipuladores": os médicos, mantendo um único óvulo humano na extremidade de um fino tubo de sucção, consegue penetrar nesse óvulo com uma agulha (cerca de sete vezes mais fina que um cabelo humano). A agulha coloca no citoplasma do óvulo um único espermatozóide, o qual, a maioria das vezes, tem capacidade de fertilizar o óvulo que, três dias depois, como embrião, pode ser transferido para o útero.

Esse procedimento, embora complexo, é uma excelente alternativa para homens que antes deveriam ter no mínimo 1 milhão de espermatozóides móveis no ejaculado. A ICSI também possibilitou a fertilização de óvulos com espermatozóides que podem ser aspirados do epididímo, técnica conhecida como MESA ou ainda directamente dos testículos através de uma minúscula biópsia - TESA.


Em conclusão, a ICSI veio solucionar a maioria dos casos de infertilidade masculina e também alguns casos de infertilidade sem causa aparente, quando a fertilização não ocorreu por metodologia mais simples.

www.inciid.org/icsi.html
O Primeiro Bebé


O nascimento de Louise Brown em 1978 (Steptoe & Edwards, 1978), a primeira criança concebida após fertilização in vitro e transferência de embrião, marcou o início de uma era de extraordinário progresso no entendimento e tratamento dos problemas relacionados à fertilidade humana.

Originalmente a fertilização in vitro seguida de transferência de embriões (FIV-TE) foi proposta para o tratamento dos casos de infertilidade tubária, ou seja, para aquelas pacientes em que as trompas estavam ausentes ou irreparavelmente obstruídas.

O aprimoramento das técnicas de FIV ampliou as suas indicações e permitiu o seu uso para o tratamento da infertilidade de outras etiologias.

A fertilização in vitro, muitas vezes denominada "Bebé Proveta", deve-se ao facto da fecundação do óvulo pelo espermatozóide ocorrer fora do corpo, em laboratório, ou seja, in vitro.

www.medicine.uiowa.edu/malefertilily/vasrev.htm
Criopreservação de embriões



Indicações:
Embriões excedentários de FIV/ICSI.

A criopreservação de embriões excedentários é muito útil para os casais, porque evita uma nova estimulação ovárica da paciente, o que diminui os riscos para a sua saúde e alivia os encargos financeiros da RMA por não necessitar de um novo ciclo de estimulação ovárica.

Por geralmente se efectuar uma estimulação suave do ovário, com uma média de 6-8 ovócitos maduros por ciclo de tratamento, quer por se efectuar cultura prolongada de embriões até à fase de blastocisto sempre que tal é possível, a maioria dos casais não tem embriões excedentários para criopreservação.

Os embriões excedentários podem não ser criopreservados nos casos em que o casal não deseja a criopreservação ou não deseja outro bebé.

A criopreservação de embriões é pouco frequente e os embriões criopreservados são na sua maioria reutilizados pelos casais.

Entre 1997-2003, de 3.000 ciclos só 196 (7%) efectuaram criopreservação de embriões (382 embriões).

Em 63% dos ciclos de criopreservação, 57% dos embriões foram descongelados e reutilizados após 6 meses, e os embriões restantes foram utilizados pelos casais 3 anos após a gravidez alcançada.

Os embriões excedentários criopreservados destinam-se a ser transferidos para o útero da paciente nos 6 meses seguintes em caso de falha de gravidez, ou nos 3 anos seguintes após o nascimento da criança no caso de o casal ter alcançado a gravidez na tentativa.

Taxa de sobrevida na descongelação: 50-70%.

Taxa de gravidez: 10-15% inferior à obtida com embriões frescos.




www.fertilityplus.org/faq/infertility.html
Fertilização In Vitro

Este é o procedimento de concepção assistidas mais utilizado no mundo. A IVF envolve a remoção cirurgica de um ou mais óvulos do ovário, sua fertilização laboratorial com espermatozóides do parceiro masculino e posterior transferência de uma pequena selecção dos embriões resultantes para o útero a fim de ocorrer implementação e gravidez.

Indicações Femininas
Disfunção ovulatória moderada a severa; Obstrução tubar; Falhas de gravidez após ciclos de IIU.

Indicações Masculinas
Défice ligeiro da qualidade do sémen.

Indução do crescimento folicular (hiperestimulação controlada do ovário)
Indução do crescimento folicular com a administração subcutânea das hormonas antagonista/agonista hipotalâmico e rFSH. O crescimento folicular é monotorizado por análises sanguíneas (estradiol) e ecografias, cujos resultados também permitem ajustar as doses dos medicamentos. Geralmente demora 1-2 semanas. Há boa resposta quando vários folículos (3-8 por ovário) atingem 17 mm.

Riscos
Síndrome de hiperestimulação do ovário (<5%).(>95%) não necessita de internamento hospitalar.

Indução da maturação ovocitária e da ovulação
Administração da hormona hCG ou rLH (injecção única intramuscular) quando os folículos atingem 17 mm. Sob a sua acção, ocorre a maturação genética dos ovócitos e o crescimento final dos folículos até 20-30 mm de diâmetro.

Técnica laboratorial da FIV
Numa placa de cultura, colocam-se os folículos e espermatozóides (fracção swim-up) numa concentração de 50.000 por folículo ou por mL. A fecundação e o desenvolvimento embrionário ocorrem in vitro numa incubadora.


Transferência de embriões
Os embriões são transferidos para a cavidade uterina (transferência intra-uterina) num catéter, sob controle ecográfico. É um processo indolor que demora cerca de 5 minutos. Os embriões são libertados 1 cm abaixo do fundo uterino, à saída das trompas. Após a transferência, o catéter é avaliado no laboratório para confirmar que os embriões foram correctamente depositados na cavidade uterina. Nos casos em que não se consegue introduzir o catéter no colo uterino e nos casos em que os embriões não implantam por anomalia molecular dos receptores do endométrio, pode efectuar-se a introdução dos embriões directamente no endométrio (transferência trans-endometrial). Neste caso, a taxa de gravidez é menor devido à reacção inflamatória da picada. Trata-se de um procedimento indolor e sem complicações, efectuando-se sob controle ecográfico.

A transferência de embriões não corresponde à implantação. A implantação embrionária é um processo natural que ocorre ao 8º dia do desenvolvimento embrionário pré-implantação. Ou seja, se a mulher efectuar a transferência embrionária ao 3º dia, os embriões permanecem na cavidade uterina a desenvolverem-se até ao 8º dia, altura em que, eventualmente, adquirem a capacidade de penetrarem para dentro do endométrio.


www.malereproduction.com/index2.html

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O SISTEMA ENDÓCRINO


Para controlar e coordenar os órgãos à distância e transmitir mensagens, o corpo segue duas vias. Uma são os nervos, cabos de conexão directa entre os centros de controle e os destinatá­rios das mensagens. A segunda são as hormonas, verdadeiras mensageiras moleculares produzidas por órgãos especializados, as glândulas endócrinas, que as derramam no sangue.


A via hormonal, mais lenta do que a nervosa, tem a caracterís­tica de fazer chegar a mensagem a todas as partes do corpo. Por isso é que as glândulas regulam processos que afectam todo o corpo, como o crescimento, o metabolismo ou a resistência ao stress. Algumas hormonas mantêm inalteradas as condições in­ternas do organismo e outras servem para funções especiais, como a reprodução.


Todas as hormonas actuam em ligação com moléculas espe­ciais presentes na superfície das células dos vários órgãos, mo­dificando a sua actividade.


A “sinfonia” endócrina, ou seja, o funcionamento de todas as glândulas, é dirigida pela hipófise, uma pequena glândula alo­jada numa cavidade na base do crânio, imediatamente abaixo do cérebro. A hipófise produz diversas hormonas. Algumas de­las têm efeitos directos, actuando portanto sem a intermedia­ção de qualquer outra hormona: é o caso da hormona do cres­cimento, que regula o crescimento do corpo, ou da vasopressina, que aumenta a pressão do sangue. Há outras hor­monas, contudo, que regulam a actividade das outras glându­las.


A produção hormonal pode também ser estimulada por um fe­nómeno físico ou químico, como por exemplo a variação de determinada substância no sangue. Em relação a outras partes do corpo, e apesar da sua grande importância, as glândulas en­dó crinas têm uma massa muito reduzida: no seu conjunto não pesam mais de 150 gramas .